20 de ago de 2010

Sou o que não sou.

Sou o tudo e sou o tudo dentro do nada, sou o que há de mais novo na era mais antiga, sou o brilho mais irradiante no universo da escuridão, sou o sabor mais doce na boca mais amarga.
Sou a chuva em um dia de sol, a alma de menino no corpo de um senhor, sou a alucinação mais sóbria e o sonho mais real.
Sou cada segundo de um dia, cada beijo de um casal, sou cada página virada, cada palavra mal escrita.
Ainda sou a sua insônia e quando dormes, o pesadelo.
Sou a sua experiência, cada ato, sou tua essência.
Mais que pensas é aquilo que sou, estou além do limite, além de qualquer fronteira, estou distante e mais perto do que pareço estar, sou o perfeito cheio de erros, sou a sexta-feira, sou displicente, sou o incerto com destino traçado, sou o caminho, a solidão, sou bem pouco, sou o alto que está embaixo.
Sou só aquilo que não deveria ser.

12 de ago de 2010

MMA

Malditas são essas máquinas, não compreendi ainda como podem chamá-las de avanço se pra mim têm tido uma performance de nada mais além de regresso! Quanto incompetência! Vejamos pois que, hoje, atordoada com a correria cotidiana me envolvi em uma luta severa contra a máquina de meu computador, teimoso, atrasado, não segue à meus comandos, parece até ter vida própria... Ai, se tivesse! Já teria dado um jeito de tirá-la há tempos! 
E se diz tão avançado assim, porque insiste em acabar com a bateria nos momentos em que mais preciso?! Tantas vantagens, não? Pode ser carregado para inúmeros locais "facilmente", uma memória inacreditável, acho até que deveriam mudar o provérbio "memória de elefante" pra quem sabe "memória de computador", acessa os mais variados sites, serve como instrumento de trabalho e ao mesmo tempo de lazer! E quando realmente preciso, uma tal de bateria se diz não carregada... Ah! Mas me é necessário muita paciência...
Às vezes, em meio a contradição, penso que essas máquinas sejam mesmo muito espertas e façam isso apenas pra testar minha quantidade - garanto, essa é tão pouca que quase insignificante - de paciência, e ainda vos digo mais: Quando eu perder mesmo até a mais remota gota de paciência com uma dessas máquinas malditas, não há direitos humanos e sociais de eletrônicos que me impedirá de destruir um deles! 
MMA - Malditas Máquinas Arcaicas, ainda acredito na capacidade humana e acho mesmo desnecessário tanta tecnologia tão avançada.