20 de ago de 2010

Sou o que não sou.

Sou o tudo e sou o tudo dentro do nada, sou o que há de mais novo na era mais antiga, sou o brilho mais irradiante no universo da escuridão, sou o sabor mais doce na boca mais amarga.
Sou a chuva em um dia de sol, a alma de menino no corpo de um senhor, sou a alucinação mais sóbria e o sonho mais real.
Sou cada segundo de um dia, cada beijo de um casal, sou cada página virada, cada palavra mal escrita.
Ainda sou a sua insônia e quando dormes, o pesadelo.
Sou a sua experiência, cada ato, sou tua essência.
Mais que pensas é aquilo que sou, estou além do limite, além de qualquer fronteira, estou distante e mais perto do que pareço estar, sou o perfeito cheio de erros, sou a sexta-feira, sou displicente, sou o incerto com destino traçado, sou o caminho, a solidão, sou bem pouco, sou o alto que está embaixo.
Sou só aquilo que não deveria ser.

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