30 de nov de 2010

Mas... Porque?!

Eu quero saber o porque da distância, o porque do afeto. 
Poderíamos simplesmente nos relacionar, sem criar vínculos e nem elos, sem sentimentos muito profundos... Podia ser um relacionamento superficial, sem muita importância, e que depois de algum tempo a distância não iria ferir, machucar ou magoar tanto.
Eu quero saber porque não podemos levar todas as pessoas que amamos para todos os lugares que vamos, e eu digo de maneira física, não apenas os carregando em nossos corações.
Não entendo tanta complicação e nem tanto sofrimento.

Não quero me conformar com o fato de talvez nunca mais ver todas as pessoas que eu conheci e convivi (mesmo que por 15 dias), também não quero sofrer a dor da saudade. 
A distância, ah! Maldita distância! Causadora dessa minha angústia! Acho que nunca serei capaz de compreender sua necessidade, nem mesmo sei se quero compreendê-la, apenas sei que é de minha vontade, que ela não existisse!  

22 de nov de 2010

Desculpas

Me desculpe por não ser perfeita, me desculpe por não superar suas expectativas, por não ser quem você mais deseja e por não agir sempre conforme seu gosto.
Me desculpe se por ser quem sou eu te machuco, e se quando digo a verdade lhe arranco lágrimas. 
A verdade é que dói em mim também quando reage de tal forma, e dói mais ainda saber que apesar de todo meu esforço, luta, persistência... Eu não sou o bastante pra você. 
Torturo-me quando sou obrigada a dizer isso tudo, a mostrar-lhe o quão infeliz minh'alma é por trás de meu sorriso. 
A intenção não é que se sinta culpado, e nem que me julgue sofrida em demasia, a intenção é a verdade. 
Eu só queria me libertar dos soluços encobertos pela minha pseudo-satisfação. Eu só queria significar mais pra você, mas se isso exige de mim mais esforços... Apenas me resta conformar! Já não posso mais lutar pra tentar lhe agradar sem obter êxito! Meu corpo, mente e coração estão abatidos, cansados e inconsolados.
Eu fiz o que pude por você, agora tenho de fazer o que restou... Por mim. 

4 de nov de 2010

Desgosto pelo bem alheio.

Sentimento insensato, que amedronta, insano.
Como pode tamanha hostilidade se contrapor à doçura que seu coração aparenta? 
Talvez tenha sido esse o grande engano: tive um olhar supérfluo e me contentei com o que me pareceu belo, e insisto: pareceu. 
Mas não precisei examinar muito, não precisei insistir e nem pressionar, a verdade foi mostrada por si só, sem esforços, como tinha que ser, e agora, não há pano que tampe, não há véu que esconda, capa que proteja ou camufle... Ela está lá, pra quem quiser ver, a verdade está lá! 
Está estampada no rosto de quem a escondeu por tanto tempo, nos gestos incertos, nos atos inseguros, nos suspiros e lágrimas de crocodilo, em cada passo, olhar, palavra, sorriso, em cada aceno, abraço, em cada desejo que transcorre aquela mente indecifrável, e isso, me assusta a cada dia mais.
A frieza corre ao lado de toda essa loucura, e mesmo sendo impossível esconder a intolerância mútua, toda a companhia de atores age como se o drama ainda não houvesse estreado, e eu dançarei conforme a música, ou atuarei conforme o roteiro.
Algumas pequenas coisas podem ter mudado, mas nada que me afete.
Vou continuar andando, seguindo os meus passos, trilhando a minha melhor jornada, e pra tudo isso que deixaram transparecer por casualidade ou culpa, a sociedade já concebeu um nome: Inveja.