4 de nov de 2010

Desgosto pelo bem alheio.

Sentimento insensato, que amedronta, insano.
Como pode tamanha hostilidade se contrapor à doçura que seu coração aparenta? 
Talvez tenha sido esse o grande engano: tive um olhar supérfluo e me contentei com o que me pareceu belo, e insisto: pareceu. 
Mas não precisei examinar muito, não precisei insistir e nem pressionar, a verdade foi mostrada por si só, sem esforços, como tinha que ser, e agora, não há pano que tampe, não há véu que esconda, capa que proteja ou camufle... Ela está lá, pra quem quiser ver, a verdade está lá! 
Está estampada no rosto de quem a escondeu por tanto tempo, nos gestos incertos, nos atos inseguros, nos suspiros e lágrimas de crocodilo, em cada passo, olhar, palavra, sorriso, em cada aceno, abraço, em cada desejo que transcorre aquela mente indecifrável, e isso, me assusta a cada dia mais.
A frieza corre ao lado de toda essa loucura, e mesmo sendo impossível esconder a intolerância mútua, toda a companhia de atores age como se o drama ainda não houvesse estreado, e eu dançarei conforme a música, ou atuarei conforme o roteiro.
Algumas pequenas coisas podem ter mudado, mas nada que me afete.
Vou continuar andando, seguindo os meus passos, trilhando a minha melhor jornada, e pra tudo isso que deixaram transparecer por casualidade ou culpa, a sociedade já concebeu um nome: Inveja.

Um comentário:

  1. É isso aí! Uma hora ou outra as cortinas se abrem e o que resta é o que realmente existe por trás do palco. A sociedade escolheu bem o nome "Inveja", mas pessoalmente preferiria que, num gesto de generosidade humana, ela fosse abolida pelo os que a praticam! ;)

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