5 de dez de 2011

Tenho me permitido

Eu pensava que a principal razão de o meu assunto predileto ser eu mesma era o excesso de informações do qual eu dispunha. Engano meu. O motivo pelo qual escrevo sobre mim em demasia, não é por ter tantas certezas mas sim, porque respiro e exalo desconfiança a todo e qualquer momento.
Sou inconstante.
Talvez previsível, é verdade, mas inconstante. Não me acho com a facilidade a qual aparento; falo sobre mim mesmo sem saber quem sou, simplesmente por me aflingir a cogitação de haver no mundo alguém que se atreva a saber mais a meu respeito. Não que seja uma tarefa muito árdua, eu apenas não descobri como fazê-la - não do modo correto.
E saibam que já arrisquei de inúmeras formas: escrevi, criei personagens, criei manuais, agi sem pensar pra dar uma chance à rebelde sem causa, pensei demais pra não me arrepender depois, falei muito com o intuito de ser persuasiva e escutei em silêncio na intenção de não ofender.
Minha primeira reação foi aceitar que as tentativas tinham sido em vão e que a conclusão se encontrava muito distante, mesmo após tanto tempo de trabalho, mas agora percebo que analisar os fatos com diferentes lentes nos olhos e permitindo-me analisar por diversos ângulos - apropriando-me da filosofia cubista - talvez seja a melhor forma de me aproximar de mais uma possível gama de resultados.

25 de nov de 2011

Sentir bem

Há uns meses eu não me sentia tão bem como hoje. Na maioria das vezes me orgulho quando as pessoas dizem que aparento ser mais velha pela minha opinião forte, pela minha sede de conhecimento e minha capacidade crítica que parece fora dos padrões adolescentes. Sempre me orgulho por me chamarem de responsável e até mesmo quando os garotos da minha faixa etária me chamam de "velha" ou "chata", mas sempre chega aquela hora em que isso pesa e pesa o bastante pra te fazer querer mudar. 
Não, eu não surtei e resolvi regredir à idade mental de uma criança de 10 anos e simplesmente agir sem pensar nas consequências, eu só decidi não levar a vida tão a sério - principalmente os estudos - nesse último mês do ano. Afinal, fim de ano é sempre assim: o cansaço toma conta do corpo, da mente e do que mais estiver disponível e eu simplesmente me rendi a ele. 
Resolvi me abandonar nos braços da irresponsabilidade e mesmo tendo prova das duas matérias que mais tenho dificuldade exatamente daqui a 6 horas, eu não estudei semanas antes, não me afundei em livros e pesquisas... Simplesmente assisti a todos os programas de T.V. que eu queria, viajei em redes sociais até altas horas, relembrei parte da minha infância e quando o relógio bateu 23 horas, faltando exatamente 8 horas pra minha prova, eu resolvi colocar pela primeira vez as mãos e os olhos sobre os livros e "estudar". 
O fardo de adolescente responsável é pesado demais em fins de ano, ainda mais quando você se vê tão próximo a um momento tão decisivo na sua vida: faltando exatamente um ano para abandonar a vidinha fácil de estudante de Ensino Médio para finalmente encarar os problemas de gente grande. 
Eu só quero que agora, nesse último mês do ano, não me apareçam mais preocupações. Quero estar de alma lavada (e muitíssimo bem decidida) no próximo ano e pra isso, foi necessário deixar-me abstrair e devo admitir que isso tem-me feito muito melhor do que eu podia imaginar.

18 de nov de 2011

Cara Nova

Primeiro, acho que devo desculpas pelo longo período sem aparecer por aqui. Na realidade ainda não sei a quem devo essas desculpas, mas se alguém ficou esperando que eu postasse algo durante esses meses e eu o decepcionei, bem, isso vale pra você. 
Segundo, o blog está de cara nova, não que tenha acontecido uma grande mudança, eu só me cansei daquele visual estou-fingindo-que-sou-feliz-demais-e-abrigo-uma-criança-em-mim. O que também não significa que o blog tenha se tornado "sério" e muito menos eu.
Terceiro, final de ano é sempre muito inspirador e acho que é uma grande oportunidade para que eu volte a escrever, mesmo sem ainda ter noção do quê. Mas esses meses que não passei por aqui foram, e muito, complicados, mas não acho que qualquer desculpa justifique.
Só quero, por meio deste, anunciar uma nova era - ou não - neste singelo blog/diário/sei lá o quê lembrando que ele nunca deixará de ter esse aspecto não muito conciso, vai continuar sendo uma mistureba de textos reflexivos e denúncias. Creio que a maior alteração será na minha forma em abranger cada situação, afinal o tempo passa e a tendência é amadurecermos nossas ideias e ideais. Então estou engajada nessa esperando que essa teoria também funcione comigo.
Acho que por hoje é só, nos vemos em breve.

4 de ago de 2011

Pobreza: vítima ou principal vilã?

Os polos de violência têm migrado das capitais e metrópoles para as cidades, antigamente vistas como pacatas, de médio e pequeno porte. Fator que não anula os ainda numerosos crimes das grandes cidades.
O governo afirma que seus investimentos no setor da segurança duplicaram entre os anos de 2003 à 2009. O fato, é que duplicados ou não, esses investimentos não têm apresentado grandes progressos. As menores cidades, onde os gráficos mais crescem, têm queixado, sobretudo, a respeito da negligência estatal. O Estado por sua vez, diz fazer seu trabalho embora espere a ação voluntária dos cidadãos no policiamento civil.
A razão da crescente onda de criminalidade se apoia no aumento do tráfico de drogas e armas, na baixa inserção principalmente de jovens, no mercado formal de trabalho e o velho conhecido: baixo nível econômico e cultural.
Está cada vez mais fora dos padrões a geografia urbana. Casas sobre casa, crescem as zonas periféricas nas grandes e pequenas urbes. Essas áreas foram sempre vistas como foco de produção incontrolável do crime, e em contraponto os moradores do mesmo local que não têm envolvimento com o tráfico nem trangressões em geral, nunca são lembrados como vítimas e objetos desse meio desestruturado.
Cidades com casas que antes dormiam de portas abertas e janelas escancaradas mutaram-se para verdadeiras gaiolas. Cidadãos que confiavam em funcionários qualificados para defendê-los devidamente, precisam fazer justiça com as próprias mãos.
E então? Só duplicar os investimentos tem sido o bastante?

2 de ago de 2011

Shouldn't?

Deveria ser proibido fazer desejos em momentos de raiva, dor, abandono e principalmente TPM. Deveria ser probiido desejar o mal ao próximo e os desejos cheios de impulso deveriam ser vetados. Mas já que não é possível, deveria haver a segunda oportunidade, porém essa, deveria ser oferecida da mesma forma que a primeira. Talvez assim o jogo da vida fosse muito mais fácil. Mas não deveriam MESMO as coisas serem mais fáceis? Que me atire pedras aquele que nunca desejou que a vida fosse mais fácil em momentos de desespero.
Deveria ter amor e solidariedade a venda nas prateleias do mercado e com um custo bem baixo, talvez assim os encontraríamos com mais facilidade por aí. As mães deveriam ser pra sempre. Os amigos também. Mas eu digo os amigos mesmo, aqueles de verdade.
Deveríamos desejar com mais cuidado, agir com mais vontade e sonhar com mais frequência. Não deveriam então, os pôneis serem unicórnios os quais seus chifres fossem na verdade casquinhas de sorvete? Porque não a chuva ao invés de ácida não seria doce? Os sapos de chocolate e as nuvens de algodão?
Não deveríamos nós desejar voltar a infância ao invés de querer logo ter a habilitação e uma mão e um copo de cerveja na outra? Deveríamos sim, impor menos e sugerir mais, parar de desejar que o futuro acompanhado de uma realidade sórdida chegue mais depressa. Deveríamos começar a desejar mais doces de sobremesa, mais banhos de chuva, mais tardes com os avós e mais tempo com aqueles que normalmente desejamos que nos deixem criar asas, mas que deram suas vidas para nos ver conquistar a tão sonhada independência, os mesmos que logo cedo aprendemos a chamar de "pais". Deveria ser dado mais valor a vida e aos sorrisos, enquanto eu, deveria escrever menos e agir mais.

5 de jul de 2011

Biblioteca

Me vi parada no meio da biblioteca, senti falta do seu abraço como naquele dia que você se sacrificou pra passar mais tempo junto a mim. Senti falta de você ali para falarmos dos outros e brigarmos por qualquer motivo aleatório. Comecei a chorar. Quando eu menos esperava eu estava procurando por uma folha em branco para traçar (ou pelo menos tentar traçar) a personalidade de qualquer um que estivesse por perto, exatamente como você sempre faz. Mas ao invés disso, quando percebi que sou péssima nisso, usei o mesmo lápis e papel para tentar escrever algo pra você. Não que eu seja boa nisso também, mas é que o coração bate apertado e os olhos se esforçam para impedir que as lágrimas jorrem, enquanto a mão incessantemente traça alguns rabiscos tentando traduzir o que diz o coração.
Tentando estudar eu grifava todos os parágrafos e me lembrava outra vez de você e sem ao menos perceber, já tinha rabiscado um "Eu quero ir embora" no canto da página.
Dois dias se passaram e eu não queria que hoje fosse o terceiro, me parecem dois anos e uma ferida profunda na minha vida, a qual não cicatrizará tão cedo e sei que ela dói para que eu não me esqueça da perda.
Eu já havia exeperimentado o gosto da saudade antes, mas ele me pareceu muito mais amargo agora e eu sinto dizer que não sei até quando vou suportar.

08:30 A.M
Uberaba
Para: Vinicius Babilônia Branquinho
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Obs.: Só irão entender aqueles que sabem o que é um amigo de verdade.

13 de jun de 2011

Coragem

Medo de decepcionar, de não suprir as expectativas, as necessidades.
Medo de me entregar, medo de desistir e me machucar.

Medo de cair, de me iludir, medo de mudar e ter que me adaptar. 
Medo de assumir o erro, assumir o amor, assumir a saudade. 
Medo de ficar e medo de ir. 
Medo de perder, de me importar e de sofrer.
Medo de amar e de sonhar. 
Medo do inesperado. Do esperado também.
Medo de temer, de sentir e de poder. 

Medo de não poder ou não conseguir.
Medo de fracassar. 

Medo de não gostar. 
Medo de tentar.

7 de jun de 2011

Gostar de quem não gosta de mim.

Pra começar você gosta dele porque ele não gosta de você, ele gosta de outra; ele gosta da outra porque ela não gosta dele, gosta de outro que por sua vez não gosta dela, gosta de você, simplesmente porque você não gosta dele.

18 de mai de 2011

Mil e um amores.

Cabelos negros, olhos fortes, branco como a neve, monossilábico - assim como os outros que virão logo abaixo - magro, esguio e alto. Primeiro amor, não o único. Ainda bem! 
Cabelos cacheados com a tonalidade loura, óculos pequenos, carisma inconfundível e uma bala sabor melancia. A distância superou o afeto. 
Moreno, alto e exótico, inteligente e com futuro promissor, carente, também risonho. Primeiro namorado, não o único. Ainda bem! 
Sorriso engraçado, voz baixa, quase um piadista, cabelos bem aparados e olhos brilhantes. Grande paixão. Maior ainda a decepção. 
Alto, forte, engraçado. Dono de um abraço acolhedor e de um olhar marcante. Não suporto mentiras. Segundo namorado. Espero que não o último. 
Cabelos negros, olhos não tão fortes, mas uma semelhança incrível com meu primeiro amor. Acho que foi isso e ficou só no imaginário. 
Baixa estatura, pele pouco morena, óculos, um ônibus, uma prova. Ele a preferiu, tudo bem. 
Uma viagem, beleza e carisma encantadores, tímido à primeira vista, timidez essa que não esconde um sorriso resplandecente por muito tempo! Dono de inúmeras piadas, brincadeiras e carinhos. Um eterno amigo. 
Olhos azuis, cabelos claros, magro e alto. Amizade longa que se fez escassa por causa de alguns poucos quilômetros. Reencontro, música alta, uma lábia indescritível. Sentia muita saudade de início. É, admito que ainda sinto.
Melhor amigo e paixão platônica que se fez real por um ou dois meses, amor antigo, um jeito engraçado de falar e agir, espontâneo. Ainda amigos. 

Cabelos e olhos muito negros, talvez o sorriso mais bonito que eu já tenha visto. Um jeito meigo de conquistar. Erro meu tê-lo deixado. 
No fim, não me importa em números quantos foram, importa-me as lembranças que deixaram, as marcas e os sorrisos que me saem à boca quando recordados os inúmeros momentos bons que me proporcionaram. Têm todos um pedaço do meu coração e os carrego com cautela no que me sobrou aqui dentro do peito.

2 de abr de 2011

Acabou

Algo escorria pela minha face, era fria mas queimava enquanto descia. Perguntei e me arrependi. Fechei os olhos pra tentar evitar o conhecimento da resposta. Não adiantou. Veio à tona e eu sabia que uma hora viria. Senti o gosto amargo da lágrima repousar sobre meus lábios e eu que pensei que fôssemos capazes de superar a distância. Logo eu, tão frágil, tão sensível... Me sentia tão forte quanto uma pedra e me orgulhava por conseguir manter meus sentimentos intactos perante a distância, mas o mesmo não ocorreu contigo. Infelizmente. 
Devo ter agido de uma forma errada, devo ter dito palavras que não lhe agradaram, devo eu então apenas aceitar as consequências da minha cadeia de erros?!

24 de mar de 2011

Óculos Escuro

Acessório indispensável no meu cotidiano, devo assumir. 
Funciona como uma máscara quando quero, ou até quando devo, me esconder não só dos vigorosos raios solares, mas também do mundo lá fora. Consigo me refugiar atrás de uma armação posta sobre meu nariz e orelhas que a princípio e para muitos, tem o mero encargo de proteger-nos dos danos que o astro ardente pode nos causar, mas há também quem diga que os olhos são as janelas para a alma e eu às vezes prefiro deixá-las fechadas, só por segurança. É como um refúgio, o que é difícil de assumir, já que sou vista pela grande maioria como arrogante e estúpida, o que pra estes mesmos é sinônimo de insensibilidade, é também o que faz com que não se importem com meus melindres, e eu na verdade, prefiro que nem o faça! 
De qualquer forma, é indescritível a sensação de poder observar com absoluta discrição todos os transeuntes e formular estórias e comentários cômicos em cerca de minutos no vazio da imaginação. Bem, e o que torna tudo mais engraçado é o fato de as pessoas acharem que, por estar coberta por lentes escuras, não as consigo enxergar com os olhos me fitando incessantemente de cima abaixo, fazendo sobre mim uma crítica com certeza tão engraçada quanto a que eu faço dela.
São inúmeros modelos, diversas cores, vários tamanhos, aspectos não muito importantes mas que me divirto escolhendo de acordo com meu humor. Me sinto nua quando não estou acompanhada do meu fiel escudeiro, me sinto vulnerável aos olhares perversos e cheios de pré-conceitos refletidos em minha direção, mas quando ponho uma de minhas "máscaras" de certa forma me protejo e é engraçado ver na feição de cada um não o pré-conceito, mas sim uma dúvida engraçada do que está por trás do meu escudo.
Minha intenção não é esconder-me por trás de grandes armações, é interpretar meu humor junto a um grande amigo inanimado, às vezes elevar minha auto-estima "naqueles" dias ou simplesmente rir dos mortais que encontro no caminho de casa quando me visto de algo mais... Ousado.   

9 de mar de 2011

Ansiedade.

Ele acordava e logo checava o celular. Não, ele não queria saber quantas horas eram, isso ele já sabia, ele queria saber se ela não havia mandado uma mensagem sequer ou telefonado no meio da noite. Antes de ir ao trabalho, a caixa de correio... Vazia, apenas algumas contas à pagar, mas nada que ela enviara. No trabalho, checava o e-mail, na hora do almoço o celular sempre a mão, mas nada, ela não ligava há semanas, nem mesmo mandava mensagens, nem uma correspondência, nada. 
Faltavam 8 dias pro aniversário dela, ele queria ligar, não sabia se devia; ele queria enviar um presente, ele na verdade, só queria deixar claro que havia se lembrado, ele sempre se lembrava. 
Por fim, decidira tentar não se preocupar mais, se ela não havia ligado é porque já não se lembrava ou nem importava, mas de qualquer forma as lembranças estavam acesas em sua mente e sempre que se encontrava ocioso elas retomavam junto às lágrimas, mas já não havia nada a fazer e ele havia decidido não sacrificar seu coração, mesmo que talvez fosse se arrepender mais tarde. 
Então foi assim, ou pelo menos tentou que fosse por seis longos dias e já no sétimo, na iminência de ligar, a campainha tocou e o barulho pareceu explodir sua cabeça, não esperava ninguém embora desejasse alguém. Ao abrir a porta lentamente sentiu o coração batendo com mais força, mais intensidade e ao erguer a cabeça o brilho nos olhos desapareceu, era engano, o entregador de pizzas e ele não havia pedido pizza alguma, mas naquele instante resolveu pedir, aceitou a pizza como sendo sua, pagou pela mesma e em frente à tv, saboreou 8 suculentos pedaços que por alguns minutos conseguiram distraí-lo daquela atmosfera obscura na qual acabara dormindo debruçado em um prato lambuzado de molho ao som de uma comédia nacional meia-boca que era televisionada durante a madrugada. 
Antes de ser acordado pelo despertador, a campainha tocou novamente pela manhã, era sábado, aniversário dela e a ressaca moral pesava após uma pizza inteira e 2 litros de refrigerante. Foi rumo à porta com o rosto sujo e os olhos entreabertos arrastando uma pantufa velha pelo chão sujo da casa de um jovem de 26 anos. Abriu a porta sem muita preocupação e os olhos com certa dificuldade, mas quando se deu conta de quem estava perante a porta, a grande dificuldade foi em se manter de pé. Ela largou as malas no chão, pulou nos braços ainda fracos dele, caíram no chão e ele conseguiu alguma energia pra puxar um forte riso e dá-la um forte abraço. Ela começou a se explicar e ele a interrompeu, agora ele não precisava de palavras, fossem estas de consolo, perdão ou explicação, o que ele tanto queria, agora já possuía. Ao olhá-la na face os seus olhos brilhavam e a boca alargava em um enorme sorriso, suas mãos chacoalhavam e algumas lágrimas fugiam-no dos olhos. 
Já ela, se culpava, e envergonhada pedia pra que as portas do coração dele se fechassem para sempre, para que então ela nunca mais pudesse sair. 

1 de mar de 2011

Autora desconhecida, texto esplêndido.

Coitados de vocês homens que jamais saberão como é gostosa a sensação de sempre ter a preferência. Vocês que nunca poderão pôr a culpa na cólica ou na TPM; que jamais verão graça em perder um dia todo no shopping, só vendo as vitrines. Oh, homens, que não sabem como é revigorante falar sobre todo e qualquer assunto com suas amigas; que não têm ideia de como é traumatizante quebrar uma unha; não entendem, de verdade, como é triste acordar com o cabelo oleoso. Vocês, homens, tão ingênuos, nunca enfrentarão a indecisão na hora de escolher um esmalte. Não irão, nem ao menos, poder seduzir alguém fazendo somente um biquinho de birra. Homens, que acreditam ser superiores, nem sabem como é gostoso e, ao mesmo tempo, cruel estar sobre um salto agulha. Ficarão a vida toda sem saber como é bom ser abraçada por um homem alto e largo, com braços grandes e fortes. Homens, meninos, caras, garotos… nunca, nunca entenderão quão importante é passar lápis nos olhos antes de sair de casa; quão triste o final de “O Diabo Veste Prada” realmente é; quão sexy um cara inteligente pode ser. Jamais terão ideia de como é legal não precisar atravessar a rua na faixa, já que alguns caras doentes param pra que você possa passar. Vocês, inocentes, que não imaginam quantas coisas descobrimos durante nossas conversas rotineiras de banheiro; que não sabem como é gostoso morrer de chorar com um pote de sorvete no colo. Homens que jamais poderão reclamar de um corte na perna feito pela gillette durante o banho; que jamais perceberão como é difícil entender um cara; que jamais poderão gritar ao ver uma barata ou qualquer outro inseto; que jamais, jamais mesmo, poderão ficar em casa só de baby look e calcinha. Vocês, machistas, que nunca sentirão a tão comentada, e totalmente feminina, dor da rejeição; que jamais saberão como é triste viver sendo paranóica, ciumenta e temerosa de ser substituída. Jamais esfregarão uma perna na outra, tentando afastar uma leve onda de excitação repentina; jamais saberão como é gostosa a sensação que te obriga a morder os lábios ao ver o peito nu de um cara gato; jamais entenderão o prazer existente que há em ler um romance. Homens, pobres homens, que não sabem, nem nunca saberão, como é gostoso chorar quando há um cara realmente preocupado contigo te abraçando; como é revigorante usar um vestidinho leve quando o calor está infernal; como é comum e extremamente natural o ato de chorar até dormir, molhando todo o travesseiro. Vocês, garotos, que nunca terão ideia de como nossos assuntos são interessantes e, mais do que isso: masculinos. Nunca poderão ficar o dia todo com as pernas cruzadas. Nunca poderão cantar loucamente, mesmo estando sozinhos, refrões como “HOW DO I GET YOU ALONE?!!!!” e, portanto, nunca entenderão como é gostosa a sensação de gritar enquanto se canta. Nunca poderão fazer vozes estranhas enquanto brincam um bebê ou um animal. Nunca, nunquinha, vão poder passar um batom básico porque acordaram com a boca sem cor, e, devido a isso, jamais saberão como é revigorante acordar dispondo de uma rica quantidade de batons - úteis ou não. Homens, simplesmente homens, que jamais ganharão um vibrador de aniversário de sua amiga mais íntima; que jamais entenderão como é frustrante usar uma calça com a calcinha marcada; que jamais poderão sequer abrir a boca para reclamar sobre “dores abdominais”, já que nenhum homem fala isso; que jamais poderão xingar outros homens que arrotam no meio das refeições; que jamais saberão como é gostosa a sensação de saber que o cara tá afim de ti e ficar somente provocando. Homens que nunca poderão reclamar de uma garota-sem-atitude; que nunca poderão fazer balé sem serem julgados; que nunca entenderão nosso mundo; que nunca entenderão que, para nós, coisas pornográficas (como revistas, filmes etc) são motivos de risos e não de… tesão; que nunca saberão como é bom ficar excitada sem aparentar. Garotos, coitados de vocês, que não podem bater na bunda de ninguém; que não podem falar sobre certos assuntos com seus amigos; que não entendem a graça fantástica por trás de “Romeu e Julieta” e acham que é somente mais uma mera história romântica barata. Pobres são vocês, homens, sempre tão garotos, que são completamente abatidos por uma gripe básica e dizem ser fortes. Oh, meninos, coitados, que têm que lidar com todos os pensamentos de garotas ao longo de suas vidas sem jamais conseguir entender um deles sequer. Vocês entenderiam se não fossem meros meninos. 
(autora desconhecida)

21 de fev de 2011

Se eu fosse você...

Segunda semana de aula, a rotina retorna, sinceramente eu estava com saudades dessa confusão toda, de tantos compromissos e preocupações, saudades dos meus amigos e até daqueles os quais não me relaciono tão bem assim...! 
Aula de sociologia, quinto horário, aquela aula matou uma saudade especial: uma amiga, somos tão parecidas ao ponto de nos tornamos muito diferentes. Gostamos de expor nossas opiniões, muitas vezes até impor... Gostamos de autenticidade e detestamos críticas, até mesmo as construtivas, mas de qualquer forma, apesar de tantas semelhanças nós conseguimos nos divergir completamente! 
Depois de 50 minutos discutindo somente sobre tópicos da aula de sociologia e de esperarmos o ultimo sinal tocar, como de costume, voltamos juntas pra casa e como também de costume, voltamos discutindo. Talvez aos olhos de transeuntes aquilo parecesse uma discussão séria, discutíamos em voz alta sem nos importar com os olhares assustados que cruzávamos no caminho: 
- Se eu fosse você! - gritamos juntas
- Se eu fosse você não me importaria tanto com essa maldita distância que mesmo existindo, é pequena! - continuei. 
- E se eu fosse você, me importaria com essa distância que existe e no seu caso É GRANDE! 
- Eu sei, eu me import, mas não vou deixá-lo só por isso. 
- Só?! 
- Enfim, não vou deixá-lo... Por isso! 
- Mas eu vou! 
- Tudo bem, eu entendo. Aliás, não entendo, respeito! 
- Eu sei que a distância física entre eu e ele é pequena comparada entre a sua e a daquele garoto que você acha que está namorando, mas pra mim é mais que isso, eu sinto que tudo esfriou e com a mudança dele as coisas vão esfriar ainda mais.
- Mas isso depende de vocês! E mais uma vez repito que se eu fosse você não deixaria isso acabar assim, logo agora que você conseguiu se entregar à alguém?! Que vocês estão se dando tão bem?! Eu proporia um novo diálogo e acho que dessa vez devesse ser franca, dizer o que você sente quando estão juntos, você só não pode deixar assim... Simplesmente! Eu não deixaria! 
- Você! Você! Eu não sou você! 
- Eu sei, eu só... 
- Tudo bem, eu entendo... Aliás, respeito! 
Rimos juntas. Nos abraçamos. Entrei pra casa e ela andou mais dois quarteirões com aquele sorriso triste no rosto.

13 de fev de 2011

Manual

Em primeiro lugar: antes de estabelecer qualquer vínculo que seja com a pessoa que aqui vos escreve, certifique-se de ter lido no mínimo 3 vezes esse manual. 
É importante saber que não sou a pessoa ideal nem pra você, nem pra ninguém. Não sou a melhor companhia, não sei contar piadas, não sei rir de piadas, mas sinceramente sou um tanto sagaz. 
Não dou o devido valor ao que tenho, não gosto de lugares fechados, não choro com filmes de romance. Adoro animais mas não sei cuidar de um. Não sei esconder sentimentos, não sei usar vestidos, odeio ter que me adaptar e não gosto de usar salto alto. Não sei me maquiar nem faço questão de parece simpática, choro de saudades e não vivo sem óculos escuros. A musica me abastece, a injustiça me magoa, o companheirismo me anima, os abraços me acolhem, os beijos me envolvem, a inveja me insulta e a alegria me consome. 
Adoro brincar com massinhas de modelar, faço caretas, amo dançar. Não vou dizer que te amo só por que você disse isso, vou dizer que te amo quando eu realmente amar. 
Não tenho pressa de viver, tenho pressa de ser feliz. Desejo liberdade. Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de escuro, tenho medo de perder quem eu amo. 
Dizer coisas só pra tentar me agradar quase nunca funciona, dizer coisas só pra tentar me irritar funciona na maioria das vezes. Não sei fingir. Fico triste facilmente. Adoro abraços. Adoro sorrisos. 
Adoro comer jujuba, mas não pelo gosto e sim pra ficar desgrudando dos dentes depois. Palmito está na minha lista das 15 maravilhas comestíveis. Não gosto de ganhar flores, gosto de comprá-las. Sou viciada em chocolate e tenho crise de risos. Já achei que estava perdidamente apaixonada, me enganei. Já tentei não me apaixonar, não resisti. 
Odeio sol, tomo um pote de sorvete sozinha, brinco com o recheio do biscoito. Observo estrelas, contemplo a lua, passo o dia jogando videogame, assisto seriados, pinto as unhas de cores estranhas e odeio quando elas quebram. Adoro tênis. Luto. Não digo as coisas só pra te agradar, prefiro me calar. 
Não aceito as coisas calada e tenho um espírito incorruptível! Não pareço influenciável, às vezes sou... Odeio admitir. 
Tenho TPM. 
Existem milhares de coisas que mesmo convivendo comigo 23h do seu dia você nunca saberá e algumas é melhor nem perguntar, talvez você saiba coisas a meu respeito que nem eu mesma sei, talvez eu só esteja fingindo não saber pra ver seu rosto com um sorriso bobo de deboche de mim. Gosto de ver as pessoas felizes. 
Posso parecer complicada, no fundo confesso: não sou

1 de fev de 2011

untitled - parte 2

Acordei no chão do banheiro, 4 horas da manhã, cochilei ali mesmo, após horas de choro. Se antes eu havia chorado, essa madrugada eu chorei mais, mais do que pensei ser capaz... Só que, dessa vez o erro foi meu, assumo! 
Ela sempre esteve lá e o pior?! Eu sempre soube, sempre. Entrei nessa história, na nossa história, sem ser convidada, eu era só a reserva e só percebi agora que se as coisas não dessem certo com ela, talvez eu pudesse lhe servir. E então? Tenho mesmo servido?
Ah! Não adianta ficar aí se gabando por eu ter passado a noite em claro por você, não foi por você, foi por mim! 
Esse vazio em mim fui eu que causei, essa dor é consequência dos meus próprios atos e mais uma vez: o erro foi meu! Ocupei meu tempo querendo te agradar, viajei só pra te ver, sim, os outros motivos eram apenas desculpa, eu só queria ver você, ou pelo menos estar mais próxima. Eu fiz mais que pude e agora estou aqui, sem você e sem minha dignidade. 
Agora, depois da agonia e do desabafo, eu penso que talvez tenha me precipitado, mas na hora, naquele instante suas palavras me machucaram mais do que deveriam ter machucado, talvez essa minha atitude desesperada tenha provido do medo e da insegurança de simplesmente perder você, mas se isso for necessário, você pode ir, a porta está aberta e eu sei que ela vai estar lá, como eu estaria.

30 de jan de 2011

untitled.

Hoje chorei de forma como não chorava a tempos! E acredite, foi por você.
Simplesmente não consigo enxergar a coerência nas coisas que você me diz, me jura amor eterno mas horas depois parece se esquecer de tudo e nem sequer volta pra me abraçar.
E eu... Bem, eu fico a lamentar nessas horas, fico sem entender como pude me entregar, me render, mesmo sabendo o que poderia me acontecer. Aconteceu. Acontece. 
Acordo pensando em você e da mesma forma durmo. Te procuro por toda cidade, acredito te encontrar "casualmente" na padaria ou no metrô; Acredito que eu vá me levantar e me deparar com uma correspondência, uma carta manuscrita me convidando pra jantar; Penso ainda que no meu caminho diário encontrarei pistas que me levarão, na verdade, até você; Mas como eu disse, apenas penso, você não é capaz de me surpreender assim. 
Não sei porque ainda acredito quando diz que se apaixonou ou quando diz que me ama... Na verdade não quero lhe escutar dizendo, quero apenas sentir isso vindo de você! Não quero presentes caros nem anéis maiores que meu próprio dedo, quero um momento  à sós, um gesto de carinho e de compreensão, quero que entenda as minhas lágrimas e compartilhe momentos bons! Eu quero ser feliz, quero ser feliz ao teu lado, mas antes de tudo queria que VOCÊ fosse feliz ao lado meu.

15 de jan de 2011

Pessoas legais moram longe

Ontem à noite (é incrível como as temáticas dos meus textos surgem apenas à noite) comecei a me indagar o porque de as pessoas legais morarem longe e facilmente me lembrei de algo que minha mãe sempre me disse: "Nós sempre adoramos mais as pessoas distante por falta de convivência." E querem mesmo saber?! Ela está certa. 
Desde que me mudei (há três anos) nunca mais briguei com minha melhor amiga, brigávamos pouco, mas já não brigamos há três anos! É assim com a maioria dos amigos que moram longe e o motivo é mais simples do que parece... Eles não vivem conosco um terço do nosso dia, não nos escutam lamentar todo o tempo, não têm que aguentar manias e nem loucuras diárias, muito menos todos os imprevistos cotidianos... É por isso que as pessoas que moram longe parecem tão mais legais. Elas só dizem o que queremos ouvir, que estão com saudades e que nos amam muito e também por isso, é que nos vemos na obrigação de só lhes dizer nossas coisas boas e não compartilhar com elas nossos sofrimentos e nossas manias chatas. 
E agora eu, que sempre abominei a distância, devo admitir que ela é o fator crucial para mantermos relações saudáveis, e que de alguma forma ela acaba nos beneficiando. 

3 de jan de 2011

Na Hora Sai!

O título desse primeiro post do ano de 2011 diz respeito a uma filosofia de vida um tanto quanto interessante a qual conheci assistindo à um programa de televisão. Bem, é um programa nada formal onde quatro pessoas discutem sobre assuntos aleatórios, dentre esses assuntos, não consigo me lembrar em qual assunto específico essa expressão "Na hora sai" se encaixava, só me lembro da fala da jornalista que era algo parecido com: "Tinha um amigo bailarino que se parecia muito comigo, principalmente porque seguíamos uma filosofia de vida bastante similar, essa ele costumava chamar de "Na hora sai!"". As palavras daquela mulher fizeram tanto efeito em mim que durante todo o resto do programa eu não consegui mais prestar atenção, já que fiquei deslumbrada por completo com uma coisa tão simples que de tão crua se tornou complicada. 
E já que o último post do ano passado foi meio que complexo, posso dizer assim, vamos começar este novo ano tornando as coisas mais fáceis e claras.
Analisemos: O “Na hora sai” é uma forma um pouco cômica e ao mesmo tempo sincera de retratar a realidade do improviso, e esse tal improviso que parece ser tão complicado principalmente quando entra no contexto teatral, musical e outros afins... Mas que na verdade é tão simples e tão presente em nosso cotidiano que nem ao menos percebemos quantas vezes nós lançamos mão dele.
Quantas vezes nossos planos pros fins de semana não dão certo, no trabalho, nos estudos, em nossos relacionamentos... Quantas vezes estes nossos planos caem por água abaixo e só nos resta improvisar?! Já que temos a consciência e a capacidade, principalmente, de correr atrás do tempo perdido e não simplesmente nos estirar na cama macia esperando a ajuda vir dos céus, nós então temos que agir rápido e de forma que no fim tudo certo... Bom, isso eu chamo de improviso.
Quando aquele almoço especial dá errado, quando a loja em que você precisava comprar aquele vestido pro casamento do fim de semana seguinte fecha sem nenhum aviso, quando você precisa fazer contatos importantes do trabalho e seu celular cai na água, quando você precisa tirar aquela foto e sua câmera está sem bateria, quando o vôo atrasa, quando a gasolina acaba, quando o aniversariante atrasa, quando os correios estão de greve... Tudo isso faz com que nós improvisemos e o improviso ao meu ver é o melhor remédio pra nos curar daquela doença que chamamos de rotina.