30 de jan de 2011

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Hoje chorei de forma como não chorava a tempos! E acredite, foi por você.
Simplesmente não consigo enxergar a coerência nas coisas que você me diz, me jura amor eterno mas horas depois parece se esquecer de tudo e nem sequer volta pra me abraçar.
E eu... Bem, eu fico a lamentar nessas horas, fico sem entender como pude me entregar, me render, mesmo sabendo o que poderia me acontecer. Aconteceu. Acontece. 
Acordo pensando em você e da mesma forma durmo. Te procuro por toda cidade, acredito te encontrar "casualmente" na padaria ou no metrô; Acredito que eu vá me levantar e me deparar com uma correspondência, uma carta manuscrita me convidando pra jantar; Penso ainda que no meu caminho diário encontrarei pistas que me levarão, na verdade, até você; Mas como eu disse, apenas penso, você não é capaz de me surpreender assim. 
Não sei porque ainda acredito quando diz que se apaixonou ou quando diz que me ama... Na verdade não quero lhe escutar dizendo, quero apenas sentir isso vindo de você! Não quero presentes caros nem anéis maiores que meu próprio dedo, quero um momento  à sós, um gesto de carinho e de compreensão, quero que entenda as minhas lágrimas e compartilhe momentos bons! Eu quero ser feliz, quero ser feliz ao teu lado, mas antes de tudo queria que VOCÊ fosse feliz ao lado meu.

15 de jan de 2011

Pessoas legais moram longe

Ontem à noite (é incrível como as temáticas dos meus textos surgem apenas à noite) comecei a me indagar o porque de as pessoas legais morarem longe e facilmente me lembrei de algo que minha mãe sempre me disse: "Nós sempre adoramos mais as pessoas distante por falta de convivência." E querem mesmo saber?! Ela está certa. 
Desde que me mudei (há três anos) nunca mais briguei com minha melhor amiga, brigávamos pouco, mas já não brigamos há três anos! É assim com a maioria dos amigos que moram longe e o motivo é mais simples do que parece... Eles não vivem conosco um terço do nosso dia, não nos escutam lamentar todo o tempo, não têm que aguentar manias e nem loucuras diárias, muito menos todos os imprevistos cotidianos... É por isso que as pessoas que moram longe parecem tão mais legais. Elas só dizem o que queremos ouvir, que estão com saudades e que nos amam muito e também por isso, é que nos vemos na obrigação de só lhes dizer nossas coisas boas e não compartilhar com elas nossos sofrimentos e nossas manias chatas. 
E agora eu, que sempre abominei a distância, devo admitir que ela é o fator crucial para mantermos relações saudáveis, e que de alguma forma ela acaba nos beneficiando. 

3 de jan de 2011

Na Hora Sai!

O título desse primeiro post do ano de 2011 diz respeito a uma filosofia de vida um tanto quanto interessante a qual conheci assistindo à um programa de televisão. Bem, é um programa nada formal onde quatro pessoas discutem sobre assuntos aleatórios, dentre esses assuntos, não consigo me lembrar em qual assunto específico essa expressão "Na hora sai" se encaixava, só me lembro da fala da jornalista que era algo parecido com: "Tinha um amigo bailarino que se parecia muito comigo, principalmente porque seguíamos uma filosofia de vida bastante similar, essa ele costumava chamar de "Na hora sai!"". As palavras daquela mulher fizeram tanto efeito em mim que durante todo o resto do programa eu não consegui mais prestar atenção, já que fiquei deslumbrada por completo com uma coisa tão simples que de tão crua se tornou complicada. 
E já que o último post do ano passado foi meio que complexo, posso dizer assim, vamos começar este novo ano tornando as coisas mais fáceis e claras.
Analisemos: O “Na hora sai” é uma forma um pouco cômica e ao mesmo tempo sincera de retratar a realidade do improviso, e esse tal improviso que parece ser tão complicado principalmente quando entra no contexto teatral, musical e outros afins... Mas que na verdade é tão simples e tão presente em nosso cotidiano que nem ao menos percebemos quantas vezes nós lançamos mão dele.
Quantas vezes nossos planos pros fins de semana não dão certo, no trabalho, nos estudos, em nossos relacionamentos... Quantas vezes estes nossos planos caem por água abaixo e só nos resta improvisar?! Já que temos a consciência e a capacidade, principalmente, de correr atrás do tempo perdido e não simplesmente nos estirar na cama macia esperando a ajuda vir dos céus, nós então temos que agir rápido e de forma que no fim tudo certo... Bom, isso eu chamo de improviso.
Quando aquele almoço especial dá errado, quando a loja em que você precisava comprar aquele vestido pro casamento do fim de semana seguinte fecha sem nenhum aviso, quando você precisa fazer contatos importantes do trabalho e seu celular cai na água, quando você precisa tirar aquela foto e sua câmera está sem bateria, quando o vôo atrasa, quando a gasolina acaba, quando o aniversariante atrasa, quando os correios estão de greve... Tudo isso faz com que nós improvisemos e o improviso ao meu ver é o melhor remédio pra nos curar daquela doença que chamamos de rotina.