21 de fev de 2011

Se eu fosse você...

Segunda semana de aula, a rotina retorna, sinceramente eu estava com saudades dessa confusão toda, de tantos compromissos e preocupações, saudades dos meus amigos e até daqueles os quais não me relaciono tão bem assim...! 
Aula de sociologia, quinto horário, aquela aula matou uma saudade especial: uma amiga, somos tão parecidas ao ponto de nos tornamos muito diferentes. Gostamos de expor nossas opiniões, muitas vezes até impor... Gostamos de autenticidade e detestamos críticas, até mesmo as construtivas, mas de qualquer forma, apesar de tantas semelhanças nós conseguimos nos divergir completamente! 
Depois de 50 minutos discutindo somente sobre tópicos da aula de sociologia e de esperarmos o ultimo sinal tocar, como de costume, voltamos juntas pra casa e como também de costume, voltamos discutindo. Talvez aos olhos de transeuntes aquilo parecesse uma discussão séria, discutíamos em voz alta sem nos importar com os olhares assustados que cruzávamos no caminho: 
- Se eu fosse você! - gritamos juntas
- Se eu fosse você não me importaria tanto com essa maldita distância que mesmo existindo, é pequena! - continuei. 
- E se eu fosse você, me importaria com essa distância que existe e no seu caso É GRANDE! 
- Eu sei, eu me import, mas não vou deixá-lo só por isso. 
- Só?! 
- Enfim, não vou deixá-lo... Por isso! 
- Mas eu vou! 
- Tudo bem, eu entendo. Aliás, não entendo, respeito! 
- Eu sei que a distância física entre eu e ele é pequena comparada entre a sua e a daquele garoto que você acha que está namorando, mas pra mim é mais que isso, eu sinto que tudo esfriou e com a mudança dele as coisas vão esfriar ainda mais.
- Mas isso depende de vocês! E mais uma vez repito que se eu fosse você não deixaria isso acabar assim, logo agora que você conseguiu se entregar à alguém?! Que vocês estão se dando tão bem?! Eu proporia um novo diálogo e acho que dessa vez devesse ser franca, dizer o que você sente quando estão juntos, você só não pode deixar assim... Simplesmente! Eu não deixaria! 
- Você! Você! Eu não sou você! 
- Eu sei, eu só... 
- Tudo bem, eu entendo... Aliás, respeito! 
Rimos juntas. Nos abraçamos. Entrei pra casa e ela andou mais dois quarteirões com aquele sorriso triste no rosto.

13 de fev de 2011

Manual

Em primeiro lugar: antes de estabelecer qualquer vínculo que seja com a pessoa que aqui vos escreve, certifique-se de ter lido no mínimo 3 vezes esse manual. 
É importante saber que não sou a pessoa ideal nem pra você, nem pra ninguém. Não sou a melhor companhia, não sei contar piadas, não sei rir de piadas, mas sinceramente sou um tanto sagaz. 
Não dou o devido valor ao que tenho, não gosto de lugares fechados, não choro com filmes de romance. Adoro animais mas não sei cuidar de um. Não sei esconder sentimentos, não sei usar vestidos, odeio ter que me adaptar e não gosto de usar salto alto. Não sei me maquiar nem faço questão de parece simpática, choro de saudades e não vivo sem óculos escuros. A musica me abastece, a injustiça me magoa, o companheirismo me anima, os abraços me acolhem, os beijos me envolvem, a inveja me insulta e a alegria me consome. 
Adoro brincar com massinhas de modelar, faço caretas, amo dançar. Não vou dizer que te amo só por que você disse isso, vou dizer que te amo quando eu realmente amar. 
Não tenho pressa de viver, tenho pressa de ser feliz. Desejo liberdade. Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de escuro, tenho medo de perder quem eu amo. 
Dizer coisas só pra tentar me agradar quase nunca funciona, dizer coisas só pra tentar me irritar funciona na maioria das vezes. Não sei fingir. Fico triste facilmente. Adoro abraços. Adoro sorrisos. 
Adoro comer jujuba, mas não pelo gosto e sim pra ficar desgrudando dos dentes depois. Palmito está na minha lista das 15 maravilhas comestíveis. Não gosto de ganhar flores, gosto de comprá-las. Sou viciada em chocolate e tenho crise de risos. Já achei que estava perdidamente apaixonada, me enganei. Já tentei não me apaixonar, não resisti. 
Odeio sol, tomo um pote de sorvete sozinha, brinco com o recheio do biscoito. Observo estrelas, contemplo a lua, passo o dia jogando videogame, assisto seriados, pinto as unhas de cores estranhas e odeio quando elas quebram. Adoro tênis. Luto. Não digo as coisas só pra te agradar, prefiro me calar. 
Não aceito as coisas calada e tenho um espírito incorruptível! Não pareço influenciável, às vezes sou... Odeio admitir. 
Tenho TPM. 
Existem milhares de coisas que mesmo convivendo comigo 23h do seu dia você nunca saberá e algumas é melhor nem perguntar, talvez você saiba coisas a meu respeito que nem eu mesma sei, talvez eu só esteja fingindo não saber pra ver seu rosto com um sorriso bobo de deboche de mim. Gosto de ver as pessoas felizes. 
Posso parecer complicada, no fundo confesso: não sou

1 de fev de 2011

untitled - parte 2

Acordei no chão do banheiro, 4 horas da manhã, cochilei ali mesmo, após horas de choro. Se antes eu havia chorado, essa madrugada eu chorei mais, mais do que pensei ser capaz... Só que, dessa vez o erro foi meu, assumo! 
Ela sempre esteve lá e o pior?! Eu sempre soube, sempre. Entrei nessa história, na nossa história, sem ser convidada, eu era só a reserva e só percebi agora que se as coisas não dessem certo com ela, talvez eu pudesse lhe servir. E então? Tenho mesmo servido?
Ah! Não adianta ficar aí se gabando por eu ter passado a noite em claro por você, não foi por você, foi por mim! 
Esse vazio em mim fui eu que causei, essa dor é consequência dos meus próprios atos e mais uma vez: o erro foi meu! Ocupei meu tempo querendo te agradar, viajei só pra te ver, sim, os outros motivos eram apenas desculpa, eu só queria ver você, ou pelo menos estar mais próxima. Eu fiz mais que pude e agora estou aqui, sem você e sem minha dignidade. 
Agora, depois da agonia e do desabafo, eu penso que talvez tenha me precipitado, mas na hora, naquele instante suas palavras me machucaram mais do que deveriam ter machucado, talvez essa minha atitude desesperada tenha provido do medo e da insegurança de simplesmente perder você, mas se isso for necessário, você pode ir, a porta está aberta e eu sei que ela vai estar lá, como eu estaria.