4 de ago de 2011

Pobreza: vítima ou principal vilã?

Os polos de violência têm migrado das capitais e metrópoles para as cidades, antigamente vistas como pacatas, de médio e pequeno porte. Fator que não anula os ainda numerosos crimes das grandes cidades.
O governo afirma que seus investimentos no setor da segurança duplicaram entre os anos de 2003 à 2009. O fato, é que duplicados ou não, esses investimentos não têm apresentado grandes progressos. As menores cidades, onde os gráficos mais crescem, têm queixado, sobretudo, a respeito da negligência estatal. O Estado por sua vez, diz fazer seu trabalho embora espere a ação voluntária dos cidadãos no policiamento civil.
A razão da crescente onda de criminalidade se apoia no aumento do tráfico de drogas e armas, na baixa inserção principalmente de jovens, no mercado formal de trabalho e o velho conhecido: baixo nível econômico e cultural.
Está cada vez mais fora dos padrões a geografia urbana. Casas sobre casa, crescem as zonas periféricas nas grandes e pequenas urbes. Essas áreas foram sempre vistas como foco de produção incontrolável do crime, e em contraponto os moradores do mesmo local que não têm envolvimento com o tráfico nem trangressões em geral, nunca são lembrados como vítimas e objetos desse meio desestruturado.
Cidades com casas que antes dormiam de portas abertas e janelas escancaradas mutaram-se para verdadeiras gaiolas. Cidadãos que confiavam em funcionários qualificados para defendê-los devidamente, precisam fazer justiça com as próprias mãos.
E então? Só duplicar os investimentos tem sido o bastante?

2 de ago de 2011

Shouldn't?

Deveria ser proibido fazer desejos em momentos de raiva, dor, abandono e principalmente TPM. Deveria ser probiido desejar o mal ao próximo e os desejos cheios de impulso deveriam ser vetados. Mas já que não é possível, deveria haver a segunda oportunidade, porém essa, deveria ser oferecida da mesma forma que a primeira. Talvez assim o jogo da vida fosse muito mais fácil. Mas não deveriam MESMO as coisas serem mais fáceis? Que me atire pedras aquele que nunca desejou que a vida fosse mais fácil em momentos de desespero.
Deveria ter amor e solidariedade a venda nas prateleias do mercado e com um custo bem baixo, talvez assim os encontraríamos com mais facilidade por aí. As mães deveriam ser pra sempre. Os amigos também. Mas eu digo os amigos mesmo, aqueles de verdade.
Deveríamos desejar com mais cuidado, agir com mais vontade e sonhar com mais frequência. Não deveriam então, os pôneis serem unicórnios os quais seus chifres fossem na verdade casquinhas de sorvete? Porque não a chuva ao invés de ácida não seria doce? Os sapos de chocolate e as nuvens de algodão?
Não deveríamos nós desejar voltar a infância ao invés de querer logo ter a habilitação e uma mão e um copo de cerveja na outra? Deveríamos sim, impor menos e sugerir mais, parar de desejar que o futuro acompanhado de uma realidade sórdida chegue mais depressa. Deveríamos começar a desejar mais doces de sobremesa, mais banhos de chuva, mais tardes com os avós e mais tempo com aqueles que normalmente desejamos que nos deixem criar asas, mas que deram suas vidas para nos ver conquistar a tão sonhada independência, os mesmos que logo cedo aprendemos a chamar de "pais". Deveria ser dado mais valor a vida e aos sorrisos, enquanto eu, deveria escrever menos e agir mais.