29 de mar de 2012

Mais uma vez...

Não sei porque ainda choro, já era esperado. Não é novidade alguma. Eu poderia dizer que acabei me acostumando em partir, mas tenho orgulho de dizer que meu coração amolece a cada adeus, que é doloroso arriscar tanto tempo junto a alguém e que meus olhos ardem ao escorrerem as lágrimas a cada lembrança.
Sob os olhares frios isso pode ser considerado sentimentalismo em excesso. Eu também julgo como tal, embora sob um prisma diferente, sob a ótica e a realidade de quem está vivendo e sentindo as dores da saudade.

2 de mar de 2012

O interesse de ser exclusivamente interessante

Eu tenho uma mania boba de achar que devo escrever somente sobre coisas interessantes. O que é realmente interessante? Provavelmente o que eu assim o julgo é, na verdade, a maior inutilidade pra você. Não temos os mesmos interesses - ainda bem.
Isso faz parecer que nossa vida é movida unicamente por nosso interesses, por nossas vontades e desejos. Bobagem. Não é preciso ser muito inteligente ou ter muitas experiências de vida pra saber que não é bem assim.
Falar sobre assuntos interessantes, parecer interessante, ter objetos interessantes, um vocabulário interessante, família e amigos interessantes... Pra quê? Mostrar pro mundo que você é simplesmente "interessante"? Por quê? Essa tendência de viver movido pelas vontades dos outros, pelas ordens mundiais do 'certo' e do 'errado', essa paranoia de não fugir aos padrões e aquela paranoia maior ainda que dita que ser diferente é "mais legal". Bobagem. De novo. No final, as diferenças se tornam padrões e tudo acaba virando moda. Ser interessante é ser diferente? Ser diferente é ser igual? Então qual o sentido e a verdadeira motivação disso tudo?
Onde está toda a nossa autenticidade, principalmente de nós, jovens. Onde se encontra a vontade própria, a moral e os nossos ideais? Foram todos jogados sem dó nem piedade em um lixo de ilusões em um mundo onde vale é seguir os padrões: comer o que a TV diz, vestir o que a internet manda, dizer o que está exclusivamente nos livros.
Sinceramente a juventude já teve períodos um pouco mais "badalados". É incômodo demais levantarmos da frente do computador para abrirmos a boca pra dizer o que temos vontade e corrermos atrás do que é nosso por direito.
É cômodo ser simplesmente interessante sem sermos nós mesmo.