1 de out de 2012

Les Demoiselles d’Avignon

Tida como atividade profissional indigna pela ótica moral da maior parte da população brasileira a prostituição é uma realidade não só nacional que se encontra longe da cessação e por isso é mister que esta torne-se uma atividade legalmente regular.
Está previsto na Constituição Brasileira o dever da União para com a diminuição das marginalizações e das mazelas sociais. Tendo em vista o preconceito que permeia os prostíbulos, a legalização destes tornaria a realidade dos profissionais da área menos sub-humana, uma vez que eles teriam direitos trabalhistas, maior estabilidade salarial e reconhecimento social.
Em países como a Alemanha, as casas de prostituição já são legais e estatísticas apontam que, a partir desta ação, o suborno e demais diligências corruptas diminuíram consideravelmente, assim como a discriminação. A legalização é o primeiro passo para que a barreira do preconceito seja ultrapassada, a partir do momento que o Estado reconhece um sistema de ideias a população facilmente toma aquilo como verdade - mesmo que inconscientemente.
Legalizar os prostíbulos é acabar com a demagogia alimentada pelos preceitos morais que regem a valorização do corpo mas obstruem o livre arbítrio e a oportunidade de um cidadão viver dignamente. 

Um comentário:

  1. A Lei pode dar cidadania, o que já é muito, mas não pode mudar um pré-conceito tão arraigado na sociedade desde os tempos bíblicos...

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