20 de dez de 2013

Em Cartaz

Foi você quem pediu pra que eu arrancasse uma parte de mim. Você sacrificou parte do meu corpo, da minha alma e da minha vida. Você disse que tinha outra pessoa, disse que queria viver com alguém que pudesse estar, de fato, ao seu lado. Você me disse tantas coisas que escolhi apenas algumas pra recordar, mas nenhuma delas me traz um sentimento bom. 
Foi você quem saiu e fez questão de fechar a porta. Foi você quem abandonou o navio. Foi você quem quis sair de cena. 
Você deixou de existir no meu roteiro, seu nome não constava mais no elenco, o máximo que soubrou foi seu figurino e a música tema. 
E agora você se acha no direito de voltar, nem sequer esperou o intervalo ou a troca de cena. Voltou como se outra pessoa não estivesse atuando em seu lugar, como se fosse insubstituível... Eu pensava que na minha peça todos os personagens fossem coringa, mas você mostrou que não. Apesar disso, não posso mais alterar o elenco por um capricho seu, já passamos por isso outras vezes, mas agora preciso fazer diferente, preciso descobrir o que há além do cenário que eu e você criamos.

31 de out de 2013

Sou

Sou poema, poesia
de versos livres
sem rima
sem métrica
sem precisão
Sou teatro, atuação
sem roteiro
sem cenário
sem figurino
sem cochia
Sou música, melodia
fora do compasso
sem ritmo
sem partitura
sem sintonia
Sou noite e sou dia
Sou quente e sou fria
Sou muito de você e nada de mim
e vice-versa
Sou do avesso
sem endereço
Sou turismo, viagem
sem documento
sem passagem
sem companhia
sem bagagem.

17 de set de 2013

À espera


Quinta-feira, acordei mais cedo que de costume, culpa da ansiedade, foi ela quem me acordou. Fiquei na cama olhando para o nada e esperei o primeiro raio solar iluminar a cortina. Eu queria fechar os olhos e ao abri-los tê-la ao meu lado, mas ainda foi preciso esperar. A claridade me lembrou que era preciso cumprir a rotina e me apressei pra faculdade. A hora não passava, só me lembro de responder "presente" quando chamaram meu nome e pra ser sincero eu só não estava estava presente naquele momento. Naquela quinta nem almocei, não tive fome, fui pra casa e me ocupei de ficar observando os ponteiros do relógio. Às 17h saí de casa, embora você só fosse chegar às 20. Passei em uma floricultura, quase comprei um buquê, mas desisti. Andei mais alguns passos e entrei no mercado, comprei um CD do Los Hermanos, escrevi uma carta, guardei-a dentro dele e completei o presente com uma caixa de bombom e uma garrafa de vinho, que eu odeio, mas pra beber com você, tudo bem... De qualquer forma, aquilo com certeza era melhor que um buquê de flores. Fui para o aeroporto e por mais algum tempo apreciei o relógio, só que dessa vez um pouco mais patético por estar tremendo de ansiedade enquanto segurava uma sacola do Pão de Açúcar. Quando o relógio marcou um minuto após as 20 horas eu não conseguia esconder o ódio pelo atraso do vôo. Ódio esse que logo foi substituído por um desespero de tanta felicidade ao ver seu sorriso torto atravessando o portão. Esperei tanto tempo por aquele abraço de urso que só sei dar em você, acho que te abracei durante umas duas horas e não foi o suficiente. Eu me orgulhava imensamente em desfilar de mãos dadas com você pelo aeroporto. Eu havia feito um cronograma para os dias seguintes, sonhei durante semanas em te apresentar a todos os pontos turístico, sonhei com almoços no parque e fins de tarde no cinema, cada passo nosso eu idealizei. Fui surpreendida. Nada foi como eu imaginei, tudo aconteceu a sua maneira e devo dizer: da melhor maneira possível. É incrível como você consegue superar todas as minhas espectativas e fazer com que o ano valha a pena por uma simples semana.

2 de ago de 2013

Receita


Juventude e coragem estão lado a lado, nascem e envelhecem assim. Talvez não sejam gêmeas, mas afirmo que são siamesas, tão juntinhas que é difícil separar. Claro que as exceções existem: alguns jovens já nascem um pouco velhos devido a falta de coragem, enquanto alguns velhos - dotados de uma coragem espetacular - estendem a validade de sua juventude, mas de regra a maturidade, ou às vezes só a idade mesmo, traz consigo uma insegurança que a juventude e a coragem insistem em ignorar. 
Quando a juventude ainda vigora, a coragem trata de nos mostrar a vida com um aspecto enfeitado, sendo que o céu não é o limite e nenhum tombo é grande demais, ou seja, sempre é possível levantar e buscar um novo objetivo, afinal, somos jovens, não há o que temer. 
O tempo passa e o mundo não perde o brilho nem os enfeites, mas perde pessoas, oportunidades e decisões e a cada uma dessas perdas, a cada tropeço e a cada decepção, a síndrome de super heroi dá lugar a uma síndrome bem mais incômoda que dói nos ossos e na mente. 
Aqui, o céu também não é o limite, são as escadas, que dificultam a passagem de um senhor que necessita do auxílio de uma bengala. Quanto aos tombos, eles também não são grandes demais, são grandes o suficiente para debilitar uma senhora com osteoporose. 
Entre a juventude e a experiência há um caminho que se estreita cada vez mais e a percepção disso nos põe em xeque e aumenta o medo, mas o segredo da receita - e foi um cara muito sábio quem me contou - está em não deixar que a juventude se esgote, deixe-a bem amarradinha à coragem e alimente-as todos os dias de forma saudável, bem cedinho, logo ao acordar e então o caminho não parecerá tão estreito assim, nem.tampouco curto. 

11 de jun de 2013

Sem açúcar

Café gelado ou quente, com creme, pingado, capuccino, mocaccino, expresso, solúvel, frapuccino, hawaiano, curto ou longo, tanto faz, eu quero é sem açúcar e com toda cafeína que eu tiver direito. É pra descer amargo, combinando com a vida, desses que a gente até faz careta quando engole, porque tenho a sensação que também é assim quando as pessoas têm que me engolir. Não, não adianta tentar me enganar, eu também já fiz caretas pra engolir certas pessoas - e certos cafés - não muda nada, eu sei, o gosto ainda é péssimo, mas a cara torta, a língua pra fora e os olhos apertados deixam a situação mais cômica e tudo que engraçado faz bem pro coração. Foi meu cardiologista quem disse.

4 de jun de 2013

Fila


Precisaria tirar meus olhos de você. Meu coração também. Os pensamentos idem, mas é inútil, não sei como fazer e portanto preciso encontrar um lugar confortável para ficar, para estar, para esperar. Não sei por quanto tempo, não sei o tamanho da fila que há na minha frente, não sei o quanto é preciso esperar, mas eu vou. 
Espero sentada, em pé, deitada de lado, de bruço, para cima, pernas cruzadas ou abertas, olhos abertos ou fechados, cantando, calada, murmurando, eu espero. 
Nem me dou o trabalho de vestir o relógio, que é pra não ficar muito ansiosa e transmitindo angustia. Vou com uma roupa velha e quentinha, que é pra ficar bem e suportar o frio (do tempo e do seu coração). Levo comigo uma mochila também, minha mãe me ensinou a ser prevenida: um remédio pra má digestão, caso eu precise engolir algum sapo; um analgésico, pra aguentar as intermitentes dores no coração; um relaxante muscular, pra suportar a espera e a minha péssima postura. Fora os remédios, uma garrafa d'água bem fria pra me acordar dos eventuais sonhos, algumas barras de cerais, afinal são tantas barras pra segurar, que mais algumas não me farão mal. Um chocolate pra aliviar a tensão e um sal caso a pressão caia e eu também. 
Estou aqui na fila, quando for a minha vez, não esqueça de me chamar. 

15 de abr de 2013

Vem pro meu mundo

Como se o ato de fechar os olhos alterasse de fato a realidade, criei esse hábito. Sempre que tenho medo, que fico triste ou que estou em situação de risco iminente, fecho os olhos. Isso na verdade me atrapalha um bocado, me impede de agir contra aquilo que me afeta, mas por outro lado me abre portas e janelas e o que a princípio se resume à escuridão, transforma-se em um universo mais iluminado e colorido.
Não, não é loucura, é só abrir a mente ao fechar os olhos. É como sonhar, só que acordado. Também se assemelha ao ato de desenhar, mas os desenhos ficam impressos apenas na memória. É como relembrar os momentos bons que nunca aconteceram ou imaginar as cenas de um livro. 

Fechar os olhos disfarça, alivia e quase cura. É uma terapia, é exercício de paciência, de criatividade e de imaginação. Sonhar não nos custa nada, no máximo uma decepção, mas não há decepção que não possa ser recoberta por outra nova. Ser mais paciente é saudável, ser criativo também. Por que não fechar os olhos? Alguns sugerem que isso incita o medo, teste você mesmo. É incrível como o mundo aí fora pode ser muito melhor quando confundido com o daqui de dentro. 

5 de abr de 2013

Muito mais e um pouco menos


Por uma vida com mais sorrisos
Mais escada
Menos elevador
Mais dinheiro
Mais tempo
Mais amor
Mais frio
Mais café
Mais cobertor
Mais viagens
Mais loucura
Mais companhia
Mais livro
Mais filme
Mais poesia
Mais sorvete
Mais chocolate 
E menos calorias. 

16 de mar de 2013

Do outro lado da linha


Estava cansado da velha cidade, dos velhos amigos, dos velhos bares, da velha rotina, da velha vida velha que ele já levava há vinte e poucos anos. Decidiu, portanto, mudar-se. 
Mudou de cidade, não tinha amigos ainda, não tinha uma rotina, não conhecia os bares e não sabia o que esperar da nova cidade quanto menos da nova vida. Ao contrário do que ele imaginava, a mudança já começou dando trabalho: foi preciso repetir um semestre da faculdade de Antropologia que estava prestes a acabar e ainda precisou se instalar em um hotel durante o primeiro mês, enquanto procurava por um apartamento onde pudesse de fato morar.
Era início de abril, estava fechando negócio com o dono de um apartamento próximo à universidade em que estudava, pegou o carro e foi conhecer o bairro no qual estava prestes a morar, ignorando o horário e a escuridão. Na volta pro hotel, um letreiro luminoso um tanto vulgar chamou sua atenção, não hesitou em estacionar. 
Entrou e procurou logo um lugar pra se sentar - próximo ao balcão do bar, preferencialmente. Enquanto bebia o drink mais barato do menu, analisava as pessoas frenéticas na pista de dança e continha o riso na boca, ria apenas com olhos. 
Foram esses mesmos olhos sorridentes que notaram uma das poucas mulheres bonitas daquele lugar, sentada na outra ponta do bar. Aproximou-se, por curiosidade à princípio, mas não foi preciso chegar muito perto pra perceber que a garota não estava em seu melhor estado. Ofereceu ajuda, por educação, e recebeu um sim inesperado como resposta. Com muita dificuldade a menina, que trajava uma calça branca e uma blusa que já havia sido da mesma cor mas que no momento se encontrava manchada pelas mais diversas bebidas, lhe deu o endereço do apartamento onde morava. Chegou no endereço sem grandes dificuldades, deixou-a dentro de casa e entregou um papel com o número do seu telefone para a menina que aparentemente também morava ali. Ao fechar a porta deixou escapar um sorriso no canto da boca, era inacreditável: como poderia "a moça bonita do bar" morar no mesmo prédio para o qual ele se mudaria na próxima semana? 

6 de mar de 2013

Hoje todos somos "Chorões"

Acho engraçada a facilidade que temos em desviar as atenções. Uma notícia se torna comoção, que facilmente se transforma em críticas, discussões e até competições. Hoje acordei com a notícia da morte de - na minha opinião - um grande nome do rock brasileiro. A noticia veio em forma de mensagem e a primeira coisa que fiz foi procurar os noticiários da web: decepção confirmada.
Nas redes sociais não fiz mais que "curtir" algumas homenagens e "compartilhar" alguns trechos de músicas, mas muita gente demonstrou grande tristeza e por mim, tudo bem. A questão é que, com tanto estardalhaço na mídia, o foco muda da notícia para a competição entre os que se dizem fãs e os que verdadeiramente são. Isso é o que me chateia mais. Não me importa se verdadeiramente estão comovidos ou não, se escutavam as músicas todos os dias ou se participavam do fã clube. O que importa, pra mim, é que a música perdeu mais um dos seus grandes homens e como diria um desses tantos que já se foram: "os bons morrem jovens".
Suas músicas permanecem, suas frases de efeito e seu estilo de vida não estão sob a lápide, estas são eternas e o nosso "céu azul" ganhou hoje mais um astro.

2 de mar de 2013

Dona


Seu sorriso torto é só meu, princesa.
Seu olhar envergonhado quando faço alguma correção no seu português também, assim como o seu abraço apertado e as coisas que você diz pra me implicar. Sim, é tudo meu, afinal, você é minha. 
Não me importa quantos homens te desejem, eles nunca sentirão o que eu sinto quando te vejo sorrir. Não me importa quantos professores corrijam o seu vocabulário, você não olha pra eles como olha pra mim. Não importa quantas pessoas te abracem, porque aquele abraço é só nosso e também não me importo que você seja chata com todo mundo, eu sei que no final das contas a única pessoa que você quer implicar sou eu.
Mas não preciso que ninguém me diga nada disso, o meu coração conhece a dona.

22 de jan de 2013

Rota, roteiro, rotina

Ele acorda todos os dias impreterivelmente às seis e trinta e cinco. Todos os dias calça sua pantufa velha que a mãe dera-lhe, vai ao banheiro, enxágua o rosto e escova os dentes. Todo e qualquer dia ele volta a passos lentos para o quarto, ajeita a cama e pega o uniforme do trabalho. Todas as manhãs ele deixa o café ser feito pela cafeteira enquanto assiste ao jornal matinal, e quando o café está pronto ele sempre o assopra de leve para ter a lente do seu óculos embaçadas.
Todos os dias, quando o jornal acaba, arrastando as pantufas ele se dirige ao banheiro e ao terminar seu banho, calça as velhas pantufas novamente para chegar até o sapateiro, afim de calçar o mesmo sapato, com o qual todos os dias ele vai ao trabalho. 

Quando o relógio anuncia nove horas, ele está entrando pelas portas do escritório, todas as manhãs. Os ponteiros, quando marcam meio-dia e trinta, avisam que está na hora de ligar para o mesmo restaurante e pedir que entreguem a mesma comida, de preferência no mesmo horário também.
Todas as noites, às dezenove horas e cinquenta e dois minutos, ele está trancando as portas da sala onde trabalha. Ao chegar em casa, antes de mais nada, tira os sapatos e calça as pantufas, que estavam a esperá-lo na porta, vai à cozinha e retira qualquer coisa pré-assada da geladeira. Enquanto espera que fique pronta a sua comida, ele liga o chuveiro e observa as cinco primeiras gotas d'água atingirem o chão para que ele finalmente possa tomar o seu banho - sempre evitando pensar em qualquer coisa que possa perturbá-lo.
Após alimentar-se, arrasta-se novamente ao banheiro, escova seus dentes e engole dois comprimidos inevitavelmente acompanhados por meio copo de água. Sempre se certifica de ter trancado a porta - dando duas voltas na fechadura - para finalmente abandonar as pantufas à beira da cama. E por fim, toda noite, com as luzes apagadas, mas ainda de olhos bem abertos, deseja intensamente que algo possa surpreendê-lo no dia seguinte. 

20 de jan de 2013

O suficiente


"Ser feliz, basta pra você?" Alguém já te fez essa pergunta? O que afinal é "ser feliz"? 
Ser feliz é acordar cedo todos os dias pra ter a oportunidade de ver o sol nascer; é tomar banho de chuva sem se preocupar em ficar gripado; é ler um bom livro; escutar uma boa música - desde que você cante e dance junto, é claro; é comer quanto chocolate tiver vontade sem se preocupar com a balança; é ver uma criança sorrir e sorrir também. Ser feliz é dormir de conchinha, nem que seja com o travesseiro; é assistir filmes em tardes chuvosas; é estar ao lado de quem gosta de você; é viajar, nem que seja apenas na imaginação; é ter o corpo inteiro doendo depois de malhar muito, desde que isso te faça sentir bem.
A felicidade está ao sentar para ouvir e contar histórias aos amigos; ao saber rir de si; ao passar o dia inteiro na piscina sem pensar nos problemas de gente grande. 
A felicidade está em um copo de café, em um agasalho, em uma fotografia, em uma lembrança.
Ser feliz é escrever cartas, mas ser muito feliz é recebê-las. Ser feliz é beijar, enquanto ser muito feliz é ser beijado. Ser feliz é telefonar pra alguém com quem não fala a muito tempo, ser muito feliz é receber, desse mesmo alguém, um telefonema.  
Mas pra você, isso é o suficiente? 

8 de jan de 2013

Apenas mais uma de amor

Tentei ir embora duas ou três vezes, ele não deixou. Não que ele tenha me prendido com cordas e correntes, foram só suas palavras, elas foram mais rígidas que qualquer objeto que ousasse me prender de fato.
Fingir que quer que eu vá embora e quando eu já estiver fechando a porta chamar o meu nome: não há nada que ele faça que amoleça mais o meu coração.
Ele sabe como me irritar e põe suas "técnicas" em prática todos os dias; sabe como me fazer sorrir e sabe bem como agir quando quer me ver implorar por alguma coisa. 
Como não gostar do seu abraço reconfortante?! Como não me apaixonar pelas suas pirraças? Como não ceder o meu casaco pra ele usar de travesseiro durante a madrugada? Não consigo sequer olhar dentro de seus olhos sem sorrir.
Me prende com os próprios lábios. Neles encontro tudo que o faz mais meu. Assim como a cada dia mais minh'alma está um pouco mais nua, deixo de me ser, pra tornar-me sua.

7 de jan de 2013

Viver é uma arte. Ler, faz parte.

Feliz aquele que se aventura a ler as inúmeras estórias e causos que muitos outros se arriscam a escrever. Reconheço-me dentro dos dois grupos: dos que narram e daqueles que interpretam e me sinto honrada ao findar um texto pois, por mais que eu não goste dele, desejo profundamente que alguém o aprecie, e mais que isso: se identifique com pelo menos parte das coisas que ali escrevi.
Quando eu jogo as palavras no papel espero que elas o tornem mais belo, mas não pra mim, pra quem irá ler. Quando escrevo, estou me transcrevendo pra uma parte do papel, por isso não me preocupo em me agradar, mas quero sempre agradar alguém. 
Escrever se assimila ao viver. Não vivo para mim apenas, deixo-me ser como sou e espero que aqueles que comigo estão me entendam e gostem de mim pela minha essência, assim como quando escrevo. 
Hoje é dia do leitor. Sim, é o meu dia e é o seu dia também! Dia em que nós podemos comemorar a graça de sermos conquistados por tantos escritores, que se preocupam em enfeitar nossas vidas com palavras que são mais que ditas: são eternizadas em uma folha de papel, em uma página de um blog, em uma nota de rodapé, em um bilhete pregado na geladeira ou em um cartão de felicitações. Feliz dia do leitor, que eu possa, como escritora, continuar enfeitando a vida daqueles que aqui me visitam, e ainda, como leitora, continuar me apaixonando pelo encanto de tudo o que leio.