3 de jun de 2014

O fim, enfim.

Foi egoísta por inúmeras vezes, mas é que no fundo ela sabia que as palavras dele não queriam dizer o que pareciam. Sempre que brigavam, um pedia ao outro pra desaparecer, para que pudessem viver em paz... Amar é um tormento. O desaparecimento chegou a acontecer, mas nunca de fato. Nada mais que quinze dias, quinze dias convertidos em trezentas e sessenta horas de agonia e medo. 
Havia se tornado dependência, das mais diversas formas, tanto emocional quanto física. Nos últimos seis meses, depois de dois anos e meio, as brigas se tornaram mais frequente e mais intensas. Um balão prestes a explodir. Explodiu.
Explodiu sobre ela quando ele pediu pra que ela não entrasse mais em contato com ele e daquela vez parecia realmente sério. Ela se viu dividida entre o egoísmo de não perdê-lo ao atormentá-lo com a sua presença e ver-se ruir junto a uma história edificada cheia de buracos por tanto tempo, mas que pra ela, eram fáceis de serem tampados com o mínimo de boa vontade e amor.
Ele ficou exatamente um mês sem falar com ela enquanto ela insistia em algo que aos poucos deixava de existir. Quando a verdade vem, pura e simples, sem firulas e sem vergonha, é uma pancada que faz desmaiar. Esteve desacordada, pois, completamente fora da realidade, sem se importar com o tempo ou com as outras pessoas, sem ligar para obrigações ou regras de boa etiqueta. Ruiu. 
Sentiu ruir e viu desabar. Tentou segurar as pontas, mas a queda era forte demais. Olhou com dor no coração os cacos do relacionamento pelo qual ela mais se dedicara até então. Sorriu com o cantinho da boca, teve certeza de que tinha valido a pena. Deu as costas e começou a construir sua nova história. 

2 comentários:

  1. Mesmo você não indo mais com a minha cara, eu gosto de ti, tá?
    Um bom dia.
    E gostei do texto.
    Uma ótima semana e muita paz para você.

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  2. Ele também merece direito à respostas, ou então postará aqui mesmo nos comentários das palavras dela...
    Me desbloqueia no whats
    Ass: Ele.

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