18 de mar de 2015

Sete

Dois anos de silêncio interrompidos por um sonho. A vontade de retomar o laço era sempre latente, mas o medo tinha mais força que o nó que um dia houve em nós. Nada melhor que oito horas de sono bem dormidas e um projeto de artigo a ser escrito pra me darem um empurrãozinho e eu ser jogada desse penhasco. Queda alucinante. Sete minutos mais longos que os dois anos que nos afastaram, sete minutos entre meu convite e sua resposta, sete minutos confessados pelo relógio, sete minutos olhando pra cada um dos quatro vértices formados pelas paredes e pelo teto. 
Já estava acostumada com o silêncio, afinal dois anos não é lá  pouca coisa, mas a rejeição machucaria de leve o coração. Ainda bem que esses dois anos amoleceram você e eu. Que de agora pra frente permaneça assim: leve, como só o tempo e a maturidade puderam nos ensinar. Não sei se já recuperei o direito de te pedir alguma coisa, mas te peço um favor, que os minutos não passem de sete. 

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